667 Imóveis à venda - BA

Candeal, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 3 Quartos, 102m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
3 1 1 2 102 0
Avenida Getúlio Vargas, 100 - Centro, Camaçari - BA

Galpão à Venda , 227924m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
0 0 0 164 227924 404953
Buraquinho, Lauro de Freitas - BA

Casa à Venda com 4 Quartos, 180m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
4 0 4 2 180 0
Estrada do Côco - Estrada do Coco, Lauro de Freitas - BA

Casa à Venda com 5 Quartos, 1200m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
5 5 7 0 1200 7000
Caminho das Árvores, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 1 Quartos, 52m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
1 1 1 1 52 0
Caminho das Árvores, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 1 Quartos, 52m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
1 1 1 1 52 0
Caminho das Árvores, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 1 Quartos, 52m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
1 1 1 1 52 0
Praia do Forte, Mata de São João - BA

Casa à Venda com 4 Quartos, 677m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
4 4 5 6 677 0
Caminho das Árvores, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 1 Quartos, 52m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
1 0 1 1 52 52
Caminho das Árvores, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 2 Quartos, 63m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
2 0 1 1 63 70
Região de Gervásio, Valença - BA

Fazenda à Venda com 4 Quartos

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
4 3 1 0 0 200000
Aquárius, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 4 Quartos, 153m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
4 3 5 3 153 0
Rodovia BA-512, 1 - Polo Petroquímico, Camaçari - BA

Galpão à Venda , 227924m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
0 0 0 164 227924 404953
Rio Vermelho, Salvador - BA

Cobertura à Venda com 5 Quartos, 792m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
5 5 5 7 792 0
Caminho das Árvores, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 3 Quartos, 108m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
3 1 1 2 108 0
Ondina, Salvador - BA

Apartamento Duplex à Venda com 2 Quartos, 74m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
2 0 1 1 74 0
Itapuã, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 3 Quartos, 67m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
3 1 2 1 67 0
Encontro das Águas, Lauro de Freitas - BA

Casa à Venda com 8 Quartos, 1200m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
8 8 2 26 1200 3900
Caminho das Árvores, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 4 Quartos, 220m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
4 4 2 3 220 0
Vila de Abrantes, Camaçari - BA

Casa à Venda com 5 Quartos, 32500m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
5 5 5 5 32500 0
Busca Vida, Camaçari - BA

Casa para Venda/Aluguel com 5 Quartos, 550m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
5 5 8 4 550 1000
Armação, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 2 Quartos, 51m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
2 0 2 1 51 0
Centro, Candeias - BA

Sítio à Venda com 4 Quartos

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
4 1 4 0 0 20000
Itaigara, Salvador - BA

Casa à Venda com 4 Quartos, 382m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
4 1 6 2 382 675
Horto Florestal, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 3 Quartos, 164m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
3 3 5 3 164 0
Piatã, Salvador - BA

Apartamento à Venda com 4 Quartos, 71m²

Quartos Suites W.C. Vagas M2 M2T
4 2 1 3 71 0

Conheça o Bahia, Brasil e todas suas 667 oportunidades imobiliárias região.

Bahia é um Estado brasileiro, as cidades onde temos mais opções de imóveis à Venda são: Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, São Sebastião do Passé, Mata de São João, Porto Seguro, Abrantes (Camaçari), Itacaré, Trancoso, Candeias, Ilhéus, Simões Filho, Maragogipe, Barreiras, Valença, Casa Nova, Vera Cruz. Outros opções de Estados são: SP, RJ, SC, PE, ES, PR, PB.

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A história da Bahia começou junto com a do Brasil e permaneceu intimamente ligada à história do País até a sua Independência.

Em 22 de abril de 1500, as caravelas de Pedro Álvares Cabral aportaram no litoral baiano. Assim, os europeus descobriram o Brasil ou as terras do Novo Mundo que estavam do lado lusitano do Meridiano de Tordesilhas. Aqui se redigiu o primeiro documento oficial em solo brasileiro: a Carta de Caminha.

Em 1503 foram fundadas as duas primeiras colônias europeias no Brasil, em Porto Seguro e Caravelas. Nos anos 1510, o Recôncavo tornou-se a Terra de Caramuru. Nos anos 1530, o atual território da Bahia estava em três capitanias: Porto Seguro, Ilhéus e Bahia.

Em 1548, a Bahia foi transformada em capitania real. Salvador foi a primeira capital do Brasil, a primeira cidade, fundada em 1549, por Thomé de Sousa, o primeiro governador do Brasil. Foi a sede política, administrativa, jurídica do Brasil até 1763, quando o Rio de Janeiro assumiu o papel de nova capital. Foi a sede eclesiástica do Brasil até 1892.

No fim do século 18 e início do século 19, a Bahia teve um papel fundamental no cenário nacional com relação às lutas pela Independência do Brasil. Na Bahia, os conflitos começaram meses antes de 7 de Setembro e terminaram meses depois.

Em 1818, alemães fundaram, no sul da Bahia, a Colônia Leopoldina, a primeira colônia alemã do Brasil. Em meados do século 19, eram os principais produtores de café da Bahia.

A engenharia baiana foi pioneira em várias áreas, em especial, no século 19, com o primeiro sistema de água encanada do Brasil, com o audacioso Elevador Lacerda, com o primeiro automóvel a rodar no Brasil e com seus renomados engenheiros a construir pontes e grandes ferrovias.

No século 20, o Estado destacou-se com a exploração e o refino de petróleo no Recôncavo, a inauguração da hidrelétrica de Paulo Afonso e a represa de Sobradinho. Nos anos '70, foi inaugurado o Polo Industrial de Aratu e o Polo Petroquímico de Camaçari. Hoje, a Bahia é o sexto estado mais rico do País.

Sede do antigo Diário da Bahia, na Praça Castro Alves, por volta da segunda metade dos anos 1920. O prédio não existe mais. O Diário da Bahia foi fundado em 1856 e existiu até cerca de 1950. Foi um dos mais importantes jornais da Bahia, principalmente no século 19. Nele exerceu jornalismo o baiano Rodolpho Dantas, que foi Ministro do Império e fundou o Jornal do Brasil, em 1891, no Rio de Janeiro, um dos principais jornais do País, até o final do século 20.

A Bahia foi o berço da notícia escrita no Brasil, com a Carta de Caminha. O escritor baiano Manoel Botelho de Oliveyra (1636-1711), foi o primeiro brasileiro o ter um livro publicado. Antes dele, em 1627, outro baiano, Frei Vicente do Salvador, foi o primeiro brasileiro a escrever um livro de História do Brasil, mas publicado no século 19.

Antes da chegada da Família Real, ao Brasil, a impressão de jornais era proibida, mas manuscritos eram pregados em portas de igrejas e outras casas. Foi assim que o jornalista baiano Cypriano Barata divulgou seus ideais durante a Conjuração Baiana, em 1798. Barata também atuou na Revolução Pernambucana de 1817.

Na Bahia também nasceu o primeiro jornal privado do Brasil, a Idade d'Ouro do Brazil, que circulou de 1811 a 1823. Posteriormente, vários outros jornais foram fundados no Estado.

A Cidade do Salvador em 1835-37, pelo artista inglês Emeric Essex Vidal, uma das mais belas cidades da América e do Hemisfério Sul. Sua beleza foi cantada e ilustrada por muitos artistas. Charles Darwin apaixonou-se pela Bahia.

Até meados do século 19, seu espaçoso porto tinha importância fundamental para o comércio no Atlântico Sul. No século 21, Salvador ganha novas cores e atrações. É um dos principais destinos turísticos da América.

Os brasileiros vencem os portugueses na batalha de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, em 25 de junho de 1823. Foi a primeira vitória importante do Brasil na Guerra da Independência. O Recôncavo era o principal reduto dos portugueses em solo brasileiro.

Selo comemorativo dos 200 anos de nascimento do Visconde de Jequitinhonha (1794-1870). Francisco Gomes Brandão nasceu em Salvador, em 1794, filho de um comerciante português e de uma negra. Foi jornalista, jurista, senador, ministro e diplomata.

Ele foi pioneiro na defesa da abolição da escravidão, no Senado Imperial. Um dos fundadores da Ordem dos Advogados do Brasil e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Diplomou-se em leis, em Coimbra, em 1821. Ao retornar ao Brasil, fundou o jornal O Constitucional (1823), que defendia a Independência do Brasil e a abolição da escravidão. Mudou seu nome para Francisco Gé Acayaba de Montezuma, com sobrenomes americanos nativos. Em 1854, recebeu o título de Visconde de Jequitinhonha.

A história da Bahia se confunde com a própria história do país. Em Porto Seguro, no Extremo Sul da Bahia, no ano de 1500, o Brasil foi descoberto com a chegada dos portugueses e a celebração da primeira missa, em Coroa Vermelha, por frei Henrique Soares de Coimbra. Nesses cinco séculos de muitas histórias, a Bahia foi palco de invasões, como a Holandesa, das guerras pela Independência, e de conflitos e revoltas, como a Sabinada e a dos Malês.

No século XVI, a Bahia foi movida pela economia do pau-brasil e da cana-de-açúcar, seguida pelo ciclo do ouro e do diamante.

A fase áurea da cana-de-açúcar, inclusive, proporcionou o surgimento da nobreza colonial, provocando um aumento populacional e também financeiro, principalmente na capital, o que pode ser comprovado pelas construções das principais igrejas da cidade, como a de São Francisco, a igreja de ouro, a venerável Ordem Terceira de São Francisco, com fachada em barroco espanhol, e a Catedral Basílica, onde está o túmulo de Mem de Sá, o terceiro governador-geral do Brasil, e a cela onde morreu o padre Antônio Vieira.

Abertura dos portos:

Pressionados pela França e Inglaterra, que brigavam entre si e disputavam o apoio de Portugal, o príncipe regente D. João transferiu a sede do governo lusitano para o Brasil. Em 22 de janeiro de 1808, D. João desembarcava na Bahia com a família real, depois de uma tempestade que obrigou parte da esquadra a desviar sua rota original.

Junto com as comemorações da cidade para homenagear a família real, homens de comércio e senhores de engenho solicitaram do então príncipe regente a abertura do porto da Bahia para a entrada de navios de outras nações.

Ainda na Bahia, D. João, atendendo ao pedido do médico José Correia Picanço, concordou com a criação de uma Escola de Cirurgia, que originou a famosa Faculdade de Medicina da Bahia.

Conjuração dos Alfaiates:

No fim do século XVIII, a Bahia era um dos principais núcleos coloniais do Brasil, com sua economia voltada para o mercado exterior e toda baseada no trabalho escravo.

Os reflexos da vitoriosa Revolução Francesa chegavam à Bahia e os livros de Voltaire, Montesquieu e Rosseau, que estavam proibidos por leis severíssimas, colocavam em evidência as novas ideias de estado republicano e democrático, baseado na maioria da Nação, com respeito às liberdades humanas e princípio de igualdade de todas as pessoas perante a lei.

Ao redor desses ideais revolucionários formou-se um grupo de baianos que pensava na fundação de uma república representativa, onde os líderes do povo seriam eleitos e sob a qual existiria a igualdade. Esses revolucionários baianos de 1798, como os de Minas Gerais, de 1789, ainda estavam em fase de conversas, quando foram descobertos. Editaram apenas dois boletins. Foram presos e condenados à morte.

Império: Depois da Independência, uma nova divisão administrativa no Brasil deu à Bahia categoria de província do Império.

Passava então a ser governada por um presidente nomeado. Alguns setores da opinião pública, no entanto, não escondiam o desagrado e a decepção que sentiram com o regime monárquico centralizador, instaurado após a Independência. Com isso, muitas manifestações foram registradas, a exemplo da chamada “Mata Maroto”.

Ao saber da renúncia de D. Pedro I, a população passou a exigir também a expulsão dos portugueses. Os movimentos federalistas se expandiram e forçaram a adoção do Ato Adicional de 1834, que permitia maior autonomia às províncias. Outra manifestação que indica a instabilidade geral desse período foi a Cemiterada, que constituiu na quase destruição de um cemitério, onde hoje está o Campo Santo.

 Esperava-se que o fim da monarquia só ocorresse após a morte de D. Pedro II, venerado como “sábio e homem bom”. Mas no conjunto de repetidas crises militares, os dois partidos, o Liberal e o Conservador, não conseguiram soluções para os problemas criados com o esfacelamento do sistema escravocrata.

Precipita-se, então, o movimento republicano, e de 15 para 16 de novembro de 1889 foi proclamada a República dos Estados Unidos do Brasil, com total adesão da Bahia.

Invasão holandesa: Depois de se desligar do domínio espanhol, a Holanda necessitava de colônias ou de produtos das colônias tropicais para sobreviver. A Bahia foi escolhida para a primeira grande invasão.

Era então governador-geral da colônia D. Diogo Mendonça Furtado. Preocupado com o despreparo bélico do Brasil, Mendonça Furtado entrou em choque com a Igreja, que não via necessidade de preocupações militares. Mesmo assim, os holandeses não tiveram muitos problemas para tomar a cidade.

Em 09 de maio de 1624, a esquadra holandesa, sob o comando de Jacob Willekens, aportou no Farol da Barra. Após alvejar os canhões da Ponta do Padrão, os 3.400 homens que compunham a esquadra holandesa não levaram muito tempo para render o governador-geral, que foi aprisionado na chamada Casa dos Governadores.

A permanência dos holandeses em terras baianas, no entanto, foi curta. Em 27 de março de 1625, a esquadra de reforço portuguesa, comandada pelo espanhol D. Fradique de Toledo

Osório, chegou a terras baianas. Foram mais de 40 dias de batalha e, em 1º de maio, houve a primeira rendição.

Outras tentativas de invasão dos holandeses foram registradas na Bahia, mas nenhuma delas foi bem-sucedida. A Bahia ficou como o centro da luta pela expulsão dos holandeses, que chegaram a ocupar Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Povoamento:

 O vasto território da Bahia foi lentamente povoado com contribuição de três grupos humanos: o índio (nativo), o negro (africano) e o branco (europeu). O índio já se encontrava aqui.O africano e o europeu foram trazidos para as atividades de colonização. Talvez seja exatamente esta mistura de raças, tão peculiar à Bahia, que provocou o misticismo que caracteriza o estado.

A miscigenação das raças deu origem aos mestiços. Do africano e português surgiu o mulato. Do índio com o português, o mameluco ou caboclo, e do africano com o índio, o cafuzo. Ainda assim, cada um desses três grupos deixou colorido próprio na formação baiana, contribuindo principalmente na cultura da terra, que é muito rica de componentes desses três elementos.

Capitanias hereditárias:

A Bahia foi descoberta no período em que o comércio com os portos índicos era bastante compensador para Portugal. Desta forma, o Reino não tinha motivos para dedicar muita atenção a sua nova colônia.

 Somente depois de atravessar uma grave crise financeira e verificar incursões dos franceses no litoral brasileiro é que os portugueses sentiram a necessidade de tomar posse da nova terra. Aconselhado, D. João III decidiu dividir a colônia, doando-a sob forma de capitanias hereditárias.

No território da Bahia foram doadas cinco: Capitania da Bahia de Todos os Santos, a Francisco Pereira Coutinho; de Porto Seguro, a Pero de Campos Tourinho; de Ilhéus, a Jorge de Figueiredo Correia; de Itaparica, ao 1º Conde de Castanheira, Dom Antônio de Athaíde; e a do Recôncavo, a Álvaro da Costa.

Com a necessidade de se criar um centro político e administrativo capaz de congregar todas as capitanias, foi instituído, em 1549, o governo geral.

Assim, em 29 de março, aportou na Baía de Todos- os- Santos o primeiro governador-geral, o fidalgo português Tomé de Sousa. Além de colonos e subalternos da Coroa, Tomé de Sousa conduzia os seis primeiros religiosos da Companhia de Jesus, chefiados pelo padre Manoel da Nobrega.  Logo depois foi criado o primeiro bispado da colônia, ocupado por dom Pero Fernandes Sardinha.

Em 1553, chega, para substituir Tomé de Sousa, Duarte da Costa. Ele trouxe em sua comitiva mais alguns jesuitas, dentre eles José de Anchieta. Mem de Sá substituiu Duarte da Costa. Seu governo foi marcado pela harmonia com a Igreja, ao contrário do seu antecessor. Até a invasão holandesa, mais 12 portugueses governaram o Brasil, cuja sede era a Bahia.

Descobrimento do Brasil:

O descobrimento do Brasil foi resultado da expansão colonialista europeia. No ano de 1500, em março, uma esquadra portuguesa comandada pelo fidalgo Pedro Álvares Cabral, viajando para a Índia, desviou-se de sua rota. Seguindo sinais de terra próxima, no entardecer do dia 22 de abril, atingiu um ponto do litoral sul do atual estado da Bahia.

Em 24 de abril, as esquadras comandadas por Cabral velejaram à procura de um melhor porto para ancorar seus navios. Encontraram um “muito bom e seguro” no local denominado hoje de Baía Cabrália.

A primeira missa foi celebrada no dia 26, num domingo, pelo frei Henrique Soares Coimbra, franciscano que ia para a Índia, no ilhéu Coroa Vermelha.

No dia seguinte, foi cortada a primeira madeira com que se fez uma cruz para ser celebrada a segunda missa, em 1º de maio.

No mesmo dia, Cabral partia para Índia, enquanto outro fidalgo, Gaspar de Lemos, seguia para Lisboa, levando a notícia do descobrimento para o rei de Portugal, Dom Manuel I. Na terra, chamada por Cabral de Vera Cruz, ficaram dois homens para se entender com os nativos.

Em 1501, os portugueses organizaram uma nova expedição, desta vez de reconhecimento à terra descoberta no ano anterior. Pilotada pelo navegador florentino Américo Vespúcio, a esquadra portuguesa chega em 1º de novembro a um grande golfo, a Baía de Todos-os-Santos. Dessa viagem, Vespúcio somente deu notícias pormenorizadas em 1504.

Independência:

Os movimentos de insatisfação com a condição de colônia e reino que o Brasil mantinha ao longo de sua história começaram a ser deflagrados em 1817.

Mesmo com a brutal repressão ao movimento de Conjuração dos Alfaiates e com a chamada Revolução de 1817, uma nova onda revolucionária surgia em Portugal, e, em 1821, a revolução constitucionalista chegava ao Brasil. Dela resultou a decisão de incluir deputados brasileiros para representar a colônia nas discussões da futura Carta Constitucional.

Foram eleitos no dia 03 de setembro de 1821 quatro baianos: José Lino Coutinho, Cipriano Barata, Domingos Borges de Barros e o padre Francisco Agostinho Gomes.

Ainda assim, as insatisfações com a condição de colônia não sanaram e levaram o príncipe regente D. Pedro a negar obediência à Corte de Lisboa em janeiro de 1822, tornando-se assim ponto de apoio e união para o movimento pela independência. Porém, para controlar e dominar toda a região, o príncipe regente substituiu oficiais brasileiros por portugueses no comando das Armas.

Para a Bahia foi designado o brigadeiro Inácio Madeira de Melo. Apontando incorreções no decreto de nomeação do brigadeiro, a Câmara recusou-o, negando-se dar posse ao novo comandante. A partir daí, houve choque entre portugueses e brasileiros.

Os soldados lusos tomaram a cidade e praticaram muitos absurdos, como a invasão do Convento da Lapa, ocasião em que assassinaram a madre Joana Angélica, que defendeu a porta da clausura.

Os baianos não aceitaram a perda da cidade, e começou então um período de intensa guerrilha urbana, culminando com um grande cerco a Salvador, no dia 02 de julho, data em que se comemora a Independência da Bahia.

Em 1504 chegaram os franceses. Em torno de 1509, o português Caramuru, sobrevivente de um naufrágio de navio francês, uniu-se aos índios em um povoado que viria a ser um porto estratégico para os navios de passagem, franceses e portugueses.

Em 1534, a Capitania da Bahia foi doada a Pereira Coutinho, que estabeleceu uma vila na Barra, em 1536.

Em 1548, após a morte de Pereira Coutinho, Dom João III, rei de Portugal, nomeou Thomé de Sousa Governador do Brasil e deu-lhe a missão de fundar a Cabeça do Brasil. Thomé de Sousa desembarcou no Porto da Barra, em 29 de março de 1549, e construiu a Cidade do Salvador, de acordo com o projeto de Luís Dias.

Nas décadas seguintes, Salvador tornou-se uma das principais cidades da América, recebeu várias ordens católicas que fundaram suas igrejas e a primeira catedral do Brasil. Em 1624, foi invadida pelos holandeses e reconquistada no ano seguinte.

No século 18, Salvador já contava com uma Escola de Engenharia, que funcionava no Forte de São Pedro, e uma universidade. Sim, os Estudos Gerais do Colégio dos Jesuítas foram meritoriamente a primeira universidade do Brasil. A Escola de Engenharia formou um dos primeiros grandes engenheiros brasileiros: José Antônio Caldas (1725-1782).

Em 1504 chegaram os franceses. Em torno de 1509, o português Caramuru, sobrevivente de um naufrágio de navio francês, uniu-se aos índios em um povoado que viria a ser um porto estratégico para os navios de passagem, franceses e portugueses.

Em 1534, a Capitania da Bahia foi doada a Pereira Coutinho, que estabeleceu uma vila na Barra, em 1536.

Em 1548, após a morte de Pereira Coutinho, Dom João III, rei de Portugal, nomeou Thomé de Sousa Governador do Brasil e deu-lhe a missão de fundar a Cabeça do Brasil. Thomé de Sousa desembarcou no Porto da Barra, em 29 de março de 1549, e construiu a Cidade do Salvador, de acordo com o projeto de Luís Dias.

Nas décadas seguintes, Salvador tornou-se uma das principais cidades da América, recebeu várias ordens católicas que fundaram suas igrejas e a primeira catedral do Brasil. Em 1624, foi invadida pelos holandeses e reconquistada no ano seguinte.

No século 18, Salvador já contava com uma Escola de Engenharia, que funcionava no Forte de São Pedro, e uma universidade. Sim, os Estudos Gerais do Colégio dos Jesuítas foram meritoriamente a primeira universidade do Brasil. A Escola de Engenharia formou um dos primeiros grandes engenheiros brasileiros: José Antônio Caldas (1725-1782).

Em 1763, a capital do Estado do Brasil foi transferida para o Rio de Janeiro. Salvador continuou a ser a Capital Eclesiástica da América Lusitana, até 1892, e a Capital Jurídica de sua parte norte. Salvador também continuou a ser a maior cidade da América Lusitana até o início do século 19, quando o Príncipe Regente Dom João estabeleceu na Cidade a sede da Corte Portuguesa, por 35 dias, em 1808.

De 1822 até Dois de Julho de 1823, o Recôncavo Baiano foi o principal palco da Guerra da Independência do Brasil.

Até boa parte do século 19, Salvador continuou sua pujante evolução cultural e econômica. Naquele século, a Bahia era um celeiro de intelectuais e foi pioneira no Brasil em várias áreas importantes. Inaugurou a primeira grande casa de espetáculo do País, o Theatro São João, a primeira Faculdade para profissionais liberais, a Faculdade de Medicina da Bahia, a primeira grande Biblioteca Pública, entre outras importantes instituições. A Cidade ainda abrigava um dos maiores portos da América e um poderoso comércio.

O século 19 assistiu às muitas contribuições dos empreendedores baianos. Os engenheiros baianos foram de grande importância na construção do Brasil, a começar por Theodoro Sampaio e os irmãos Rebouças, que se destacaram na construção de estradas, ferrovias, portos e obras de saneamento em todo o Brasil. Os irmãos Lacerda construíram o maior elevador público do mundo na época.

Nos anos que se seguiram à chegada do Príncipe Regente Dom João, Salvador deixou de ser a maior e a mais rica cidade do Brasil, ultrapassada pelo Rio de Janeiro. No final do século, a Cidade iniciou sua decadência, sendo ultrapassada por São Paulo e, nas primeiras décadas do século 20, também ultrapassada por Recife.

Em 1912, Salvador testemunhou seus dias mais humilhantes. A Cidade foi covardemente bombardeada a mando do Presidente da República, o gaúcho Hermes da Fonseca. O número de vítimas é incerto. Séculos de história guardados na Biblioteca Pública, a primeira do Brasil, foram incendiados.

De 1912 até os anos '30, Salvador sofreu uma reconstrução destrutiva, com a demolição de inestimáveis patrimônios históricos para abertura de grandes avenidas e a passagem de bondes.

Nos anos '60, começou a segunda grande reestruturação urbanística de Salvador, seguindo o plano viário do arquiteto baiano Mario Leal Ferreira. Foi construída a Avenida Contorno e grandes avenidas de vale, interligando os bairros. Continuou pelos anos '70, com a Paralela, o CAB e a nova Rodoviária.

A primeira cidade do Brasil vem ganhando novo fôlego, estendendo-se para longe do Centro Histórico, que foi restaurado. Salvador é um canteiro de obras e possui um moderno metrô.

A Cidade, construída em dois andares, é historicamente uma das mais importantes da América. A evolução de seu perfil, visto da Baía de Todos os Santos, ao longo de mais de quatro séculos, é fascinante. Além disso, as contribuições de seu povo para a cultura brasileira e mundial são imensas.

Em 1763, a capital do Estado do Brasil foi transferida para o Rio de Janeiro. Salvador continuou a ser a Capital Eclesiástica da América Lusitana, até 1892, e a Capital Jurídica de sua parte norte. Salvador também continuou a ser a maior cidade da América Lusitana até o início do século 19, quando o Príncipe Regente Dom João estabeleceu na Cidade a sede da Corte Portuguesa, por 35 dias, em 1808.

De 1822 até Dois de Julho de 1823, o Recôncavo Baiano foi o principal palco da Guerra da Independência do Brasil.

Até boa parte do século 19, Salvador continuou sua pujante evolução cultural e econômica. Naquele século, a Bahia era um celeiro de intelectuais e foi pioneira no Brasil em várias áreas importantes. Inaugurou a primeira grande casa de espetáculo do País, o Theatro São João, a primeira Faculdade para profissionais liberais, a Faculdade de Medicina da Bahia, a primeira

grande Biblioteca Pública, entre outras importantes instituições. A Cidade ainda abrigava um dos maiores portos da América e um poderoso comércio.

O século 19 assistiu às muitas contribuições dos empreendedores baianos. Os engenheiros baianos foram de grande importância na construção do Brasil, a começar por Theodoro Sampaio e os irmãos Rebouças, que se destacaram na construção de estradas, ferrovias, portos e obras de saneamento em todo o Brasil. Os irmãos Lacerda construíram o maior elevador público do mundo na época.

Nos anos que se seguiram à chegada do Príncipe Regente Dom João, Salvador deixou de ser a maior e a mais rica cidade do Brasil, ultrapassada pelo Rio de Janeiro. No final do século, a Cidade iniciou sua decadência, sendo ultrapassada por São Paulo e, nas primeiras décadas do século 20, também ultrapassada por Recife.

Em 1912, Salvador testemunhou seus dias mais humilhantes. A Cidade foi covardemente bombardeada a mando do Presidente da República, o gaúcho Hermes da Fonseca. O número de vítimas é incerto. Séculos de história guardados na Biblioteca Pública, a primeira do Brasil, foram incendiados.

De 1912 até os anos '30, Salvador sofreu uma reconstrução destrutiva, com a demolição de inestimáveis patrimônios históricos para abertura de grandes avenidas e a passagem de bondes.

Nos anos '60, começou a segunda grande reestruturação urbanística de Salvador, seguindo o plano viário do arquiteto baiano Mario Leal Ferreira. Foi construída a Avenida Contorno e grandes avenidas de vale, interligando os bairros. Continuou pelos anos '70, com a Paralela, o CAB e a nova Rodoviária.

A primeira cidade do Brasil vem ganhando novo fôlego, estendendo-se para longe do Centro Histórico, que foi restaurado. Salvador é um canteiro de obras e possui um moderno metrô.

A Cidade, construída em dois andares, é historicamente uma das mais importantes da América. A evolução de seu perfil, visto da Baía de Todos os Santos, ao longo de mais de quatro séculos, é fascinante. Além disso, as contribuições de seu povo para a cultura brasileira e mundial são imensas.

A história de Salvador começou com sua fundação em 1549 para ser a capital do Brasil (permanecendo assim até 1763, quando a sede do Vice-Reino foi transferida para o Rio de Janeiro).

A cidade de Salvador serviu de palco dos acontecimentos mais marcantes dos primeiros três séculos de nossa história colonial.

Principal porto Atlântico das naus da “volta do mar”, da rota das especiarias com destino ao Oriente, prosperou inicialmente com a exportação do açúcar produzido nos engenhos do Recôncavo Baiano (área geográfica do entorno da Baía de Todos os Santos) e depois do comércio entre a Colônia e Portugal.

Veja o Mapa de Salvador:

A história de Salvador começou em 1501, quando a primeira expedição de reconhecimento da terra descoberta por Pedro Álvares Cabral deparou-se com uma grande e bela baía – batizada de Baía de Todos os Santos pelo navegador Américo Vespúcio, por ter sido descoberta no dia 1º de novembro.

O grande golfo tornou-se, então, uma referência aos navegadores, passando a ser um dos portos mais movimentados no continente americano.

Alguns registros históricos de Salvador da época relatam fatos relevantes para a história da Cidade de Salvador da Bahia, como a saga do náufrago português Diogo Álvares que, em 1509, foi acolhido pela tribo Tupinambá que vivia no litoral das terras que futuramente pertenceriam a Salvador.

Chamado de Caramuru, Diogo Álvares casou-se com a filha do cacique Taparica, a índia Paraguaçu, batizada em 1528 na França com o nome de Catarina Alvares.

Caramuru desempenhou importante papel na construção da cidade mandada fazer pelo Rei de Portugal D. João III, que nomeou o capitão Thomé de Souza para ser o governador-geral do Brasil.

A armada, capitaneada pela nau Conceição, trazia mais de mil pessoas em seis embarcações: as naus Conceição, Salvador e Ajuda, duas caravelas e um bergantim. Depois de 56 dias de viagem a esquadra foi recebida com festa por Caramuru e os Tupinambás.

Thomé de Souza ficou no cargo até julho de 1553 e, um mês depois, voltou à Lisboa, sendo substituído pelo governador-geral D. Duarte da Costa.

Com a chegada dos escravos africanos no final do século XVI a cidade prosperou por influência econômica das atividades portuárias e da produção de açúcar no Recôncavo.

Salvador em 1625, durante a reconquista espanhola. Observe que a Cidade organizava-se como uma fortaleza. A grande igreja na parte centro-esquerda da ilustração é a dos jesuítas, com o colégio. A igreja mais ao centro é a Sé Primacial.

Em 1583, Salvador tinha duas praças, três ruas e cerca de 1600 habitantes. A riqueza da Capital atraiu a atenção de estrangeiros, que promoveram expedições para conquistá-la. Saques e bombardeios de corsários ao porto de Salvador eram frequentes no final do século XVI e o início do século XVII.

Com a união das coroas portuguesa e espanhola em 1580, os interesses do comércio marítimo estrangeiro foram contrariados e, ao se expirar o tratado de paz entre a Espanha e os Países Baixos, a Companhia das Índias Ocidentais (formada por capitais de comerciantes judeus e europeus) atacou Salvador em maio de 1624, onde permaneceu até abril de 1625, quando seus soldados foram expulsos pela armada de 40 navios mandada pela Espanha.

É possível, entretanto, que Earle tenha feito seu desenho por volta de 1823, quando ele visitou o Nordeste.

Foi esta a expedição que trouxe Charles Darwin à América do Sul. Darwin amou Salvador, a qual chamou de magnífica e gloriosa. Ele escreveu que foi aqui que viu pela primeira vez uma floresta tropical em toda a sua sublime grandeza. O Beagle aportou pela primeira vez na cidade em 28 de fevereiro de 1832.

Vê-se transeuntes na antiga Ladeira da Conceição.

Em 1638, mais uma tentativa de invasão (desta vez comandada por Maurício de Nassau), não obteve êxito. Salvador permaneceu na condição de Capital da América Portuguesa até 1763, quando a sede do Vice-Reino foi transferida para a cidade do Rio de Janeiro.

Maurício de Nassau:

Porém, como capital da Província da Bahia, a cidade manteve sua importância política e econômica e, em 1808, recebeu a família real portuguesa (em fuga das tropas de Napoleão).

Na ocasião, o príncipe regente D. João VI abriu os portos às nações amigas e fundou a Escola Médico-Cirúrgica da Bahia, no Terreiro de Jesus (Pelourinho), que viria a ser a primeira faculdade de medicina do Brasil.

A consciência libertária da população de Salvador deu origem a vários movimentos de contestação, com destaque para a Conjuração dos Alfaiates, em que um grupo de revoltosos inconformados com o domínio português, tentou fundar a República Bahiense.

Em 1823, mesmo depois da proclamação da Independência do Brasil, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas do brigadeiro Madeira de Mello.

Nessa época não existia a Ladeira da Montanha, inaugurada em 1878. À direita, vê-se duas ladeiras: a da Conceição, que liga a Igreja ao Largo do Theatro (atual Praça Castro Alves) e a ladeira que sobe para a atual Praça Thomé de Sousa.

Veja as cadeirinhas de arruar subindo a Ladeira da Conceição, levadas por escravos.

A muralha de alvenaria, que protege a encosta da Praça do Theatro, começou a ser construída em 1846. Confira no panorama de Hildebrandt, de 1844, que ela ainda não existia.

Note o trapiche da Alfândega velha. Esse local foi aterrado em 1858 para a construção da Alfândega nova, atual Mercado Modelo.

Mesmo depois da proclamação, as milícias patrióticas entraram na Cidade pela Estrada das Boiadas, atual Rua Lima e Silva, no bairro da Liberdade.

A data passou a ser referência cívica dos baianos, comemorada anualmente com intensa participação popular.

No século 16 a região do atual município de Lauro de Freitas era habitada pelos tupinambás. Por volta de 1551, Garcia d'Ávila recebeu essas terras de Thomé de Sousa, em sesmaria, um sistema de concessão português que buscava a exploração econômica de terras incultas.

Entre 1558 e 1578, os jesuítas fundaram a aldeia de São João na margem direita do rio Joanes. Essa aldeia deu origem à freguesia de Santo Amaro do Ypitanga, com a criação da Paróquia, em 1608. Ainda hoje, a Igreja de Santo Amaro de Ipitanga é a igreja matriz de Lauro de Freitas.

Até 1880, Lauro de Freitas pertencia a Salvador, quando passou a distrito de Montenegro, atual Camaçari, retornando para Salvador, em 1932.

A emancipação do Distrito de Santo Amaro de Ipitanga, como município, ocorreu em 27 de julho de 1962, com o nome de Lauro de Freitas, em homenagem ao político baiano Lauro Farani Pedreira de Freitas, falecido em um acidente aéreo, em Bom Jesus da Lapa, durante a campanha de 1950 para o governo da Bahia.

Lauro de Freiras faz parte da Região Metropolitana de Salvador (RMS), possui 184 mil habitantes (2013). Tem um belo litoral, um importante complexo industrial e abriga o Aeroporto Internacional de Salvador.

SIMPLICIDADE CHIQUE:

Se você procura um lugar para purificar os sentidos e reciclar a mente, o distrito de Arraial d’Ajuda é um forte candidato. Uma travessia de balsa com duração de cinco minutos revela agradáveis surpresas ao visitante, como uma paisagem esplêndida formada pelo encontro do rio com o mar.

O principal atrativo do Arraial d’Ajuda é a Rua do Mucugê, que conta com bares, lojas, artesanato local e casas especializadas em cozinha internacional. Aliás, os restaurantes da cidade são capazes de deixar qualquer gourmand de bem com a vida. O Aipim, comandado por José Roberto Bittar, tem cardápio local com toque gourmet.

O drink da casa é uma combinação de vodka, gengibre e pimenta rosa. Se a ideia é ir para a balada, o Morocha Club é uma boa dica. Uma extensa fila em frente ao bar denuncia a ferveção que toma conta da casa.

Outro destaque é o Piazza del Caffé; é impossível resistir à tentação de experimentar os doces da casa. Tem também o Arraial d’Ajuda Eco Resort, que conta com boa infraestrutura e um belo parque aquático.

LUXO TROPICAL:

Se é que existe Paraíso na terra, ele atende pelo nome de Trancoso. Vamos ao cenário: uma cortina verde formada pelas muitas árvores emoldura o quadro de paz e tranquilidade do vilarejo.

A cidade também é referência em alta gastronomia e tem nomes de alto nível no comando de algumas cozinhas. É imperdível jantar no Restaurante El Gordo, localizado em um penhasco de frente para o mar, com uma vista incrível.

No cardápio, menu assinado pelo chef Wladimir Umezu. A poucos metros dali está o Capim-Santo, que serve cardápio à base de peixes e frutos do mar. Lá, não deixe de provar o suco com abacaxi, hortelã, capim-santo e limão. Outro que dispensa apresentações é o Restaurante da Silvana, que serve comida caseira e moqueca baiana

ETNOTURISMO:

Porto Seguro também é roteiro para quem quer conhecer um pouco da cultura indígena. Um curto trajeto de carro a partir do centro da cidade leva à Reserva Indígena Pataxó da Jaqueira. Na entrada da aldeia, jovens índios vestidos a caráter dão as boasvindas: “Auiry (bom-dia).” Antes de começar o passeio, os visitantes são convidados para uma palestra ministrada pelo cacique da tribo, Nitynawã Pataxó, que conta um pouco da história do povo Pataxó.

“O objetivo é preservar a nossa cultura e também cuidar da reserva ambiental”, diz Nitynawã. O circuito conta com trilhas pela mata e demonstração de caça e pesca com armadilhas. Os visitantes ainda vivenciam o ritual do Awê – dança sagrada que significa o amor e a união com a natureza – e são convidados para os rituais da pintura do corpo.

O passeio só termina com a degustação de um peixe guaiuba, preparado pelos índios apenas com sal enrolados em folha.

AO SABOR DA MARÉ:

Outro lugar imperdível é o Parque Marinho de Recife de Fora – assim denominado por estar localizado a pouco mais de nove quilômetros do continente –, que tem uma das maiores formações coralinas do mundo e é um dos principais pontos para mergulho do Brasil.

Quando a maré baixa, piscinas naturais se formam no recife e vários peixes ficam ali enclausurados. Não é incomum encontrar espécies raras de corais, como o cérebro e o fogo, além de peixes, moluscos e tartarugas marinhas. Há aluguel de máscara, snorkel e tênis ou sandálias, imprescindíveis para caminhar sobre os recifes.

O aconselhável é ir visitar o local durante os períodos de maré baixa, já que as formações só afloram nessa época. O Parque está situado a cinco milhas náuticas da costa de Porto Seguro, e a atividade dura cerca de 2 horas e meia, com o traslado realizado por escuna.

As pousadas charmosas em Trancoso reforçam a sensação de se estar em um lugar mágico e singular. Para os mais exigentes, não há como evitar o hors-concours Uxua Casa Hotel & Spa. Exclusivíssimo, com apenas 15 suítes, o espaço foi idealizado pelo designer holandês Wilbert Das, ex-diretor criativo da Diesel, numa área de 5,5 mil metros quadrados da Praça São João Batista.

Seu projeto manteve a arquitetura tradicional da região, com decoração que mistura antiguidades e obras de arte brasileiras e móveis customizados em parceria com artesãos locais.

Quatro das casas e a entrada do hotel são moradias de pescadores restauradas com as frentes voltadas para o Quadrado, enquanto as outras sete estão espalhadas por um exuberante jardim particular.

Outro destaque é sua famosa piscina cintilante de quartzos, que possui qualidades terapêuticas. Aliás, lá foi cenário de importantes sessões de fotos, como a de Terry Richardson para o Calendário Pirelli, bem como da Vogue EUA em fotos de Mario Testino. A gastronomia é um dos pontos altos do hotel.

Comprometido com a gastronomia orgânica, o Uxua Casa Hotel & Spa ampliou, recentemente, as opções vegetarianas em sua cozinha, lançando menu sem nenhum tipo de carne. A receita, afinal, é certeira: tudo é de altíssimo nível. A dica está dada. A região que tem tantos atrativos não precisa de mais nada para merecer a sua visita.

Esqueça a ideia de que visitar Porto Seguro é somente para quem busca sol e praia, pois há vida – e muita – para além dos banhos de mar. Zelo esteve em pontos distintos da região, como a Reserva Indígena Pataxó da Jaqueira, no Memorial da Epopeia do Descobrimento, na observação das Baleias Jubarte, no Centro Histórico de Porto Seguro, no Recife de Fora e nos sossegados Trancoso e Arraial d’Ajuda, distritos que condensam simplicidade e luxo. Com uma robusta programação, a cidade clama pelo bem viver.

TERRA À VISTA!

A dica é começar por onde tudo teve início: faça uma visita ao Centro Histórico de Porto Seguro, que leva o visitante a uma viagem às origens do nosso País. Declarados pelo patrimônio histórico da nação, os imponentes prédios, que marcaram a cidade no século XVI, dominam a paisagem, enriquecida por casas e igrejas.

Toda esquina revela um monumento surpreendente, como o Marco do Descobrimento, as igrejas Nossa Senhora da Pena, Nossa Senhora da Misericórdia e São Benedito, a Casa da Câmara e Cadeia.

Felizmente, tudo que surge ou é remodelado obedece ao padrão arquitetônico local, resguardando os traços originais. Para preservar tantas culturas, Porto Seguro conta com o Memorial da Epopeia do Descobrimento, uma riqueza imperdível da cidade.

O local possui uma réplica, em tamanho natural, da Nau Capitânia, a embarcação que trouxe Pedro Álvares Cabral e sua tripulação ao Brasil, e, também, uma cópia fiel de uma Oca, alojamento típico dos Pataxó, com objetos de uso diário e instrumentos de caça. É imperdível para os que gostam de história e cultura – ou até para os menos chegados ao turismo cabeça.

CONTEMPLAÇÃO:

Mas nem só de história vive Porto Seguro. Um dos principais programas oferecidos pelo município do litoral sul da Bahia é a observação das Baleias Jubarte, cuja temporada tem início em julho e se estende até meados de outubro.

A saída para observação dos animais começa com uma palestra da bióloga Thaís Melo, da Cia. do Mar, que fala sobre as características das baleias, o processo de migração e as dicas de navegação e segurança. “Um dos maiores mamíferos do planeta, as Baleias Jubarte migram todos os anos das águas geladas da Antártica, onde se alimentam durante o verão, para o litoral baiano, onde se reproduzem durante o inverno”.

Porto Seguro é um município situado no sul do estado da Bahia, no Brasil. Compartilha, com os municípios limítrofes de Santa Cruz Cabrália e Prado, a primazia de ser o local de chegada dos portugueses ao Brasil em 1500. O vilarejo que deu origem ao município de Porto Seguro foi fundado em 1535 Possui uma população estimada em 149 324 habitantes (2017) e está tombado em quase sua totalidade pelo patrimônio histórico, não sendo permitida a construção de prédios altos (com mais de dois andares). É cortado pelo Rio Buranhém.

História: Por volta do ano 1000, as tribos indígenas tapuias que habitavam a região foram expulsas para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros portugueses à região, a mesma era habitada pela tribo tupi dos tupiniquins.

“E velejando nós pela costa, na distância de dez léguas do sítio onde tínhamos levantado ferro, acharam os ditos navios pequenos um recife com um porto dentro, muito bom e muito seguro, com uma mui larga entrada.”

Porto Seguro localiza-se na região que foi, oficialmente, a primeira a ser descoberta pelos navegadores portugueses no atual território brasileiro. Em 22 de abril de 1500, o navegador Pedro Álvares Cabral avistou terra firme, após ter deixado a costa africana um mês antes. O lugar avistado foi o Monte Pascoal, 62 quilômetros ao sul de Porto Seguro. No dia seguinte, os portugueses desembarcaram em terra firme pela primeira vez no atual território brasileiro, num local cujo ponto exato ainda é debatido pelos historiadores.

Em 24 de abril, a expedição ancorou em Porto Seguro. A cidade teve seu primeiro fortim levantado em 1504 por Gonçalo Coelho. Em 1530, quando o comércio com as Índias Orientais enfraqueceu, Portugal passou a se interessar pela nova terra descoberta e veio dela tomar posse. Terra esta que lhe cabia pelo Tratado de Tordesilhas. Na época colonial, Porto Seguro era chamada de Nhoesembé.

Visitar o sítio histórico da Cidade Alta de Porto Seguro é quase uma obrigação para os milhares de turistas que chegam a Porto Seguro - cidade Monumento Nacional instituída por decreto presidencial em 1973. Um dos primeiros núcleos habitacionais do Brasil, Porto Seguro, além de ostentar o Marco do Descobrimento, desempenhou papel importante nos primeiros anos da colonização. São desta época prédios históricos que podem ser visitados durante o dia ou apreciados à noite, quando sob efeito de iluminação especial.

O passeio histórico pode começar pelo Marco do Descobrimento, de onde se descortina uma das mais belas paisagens do litoral de Porto Seguro. O marco veio de Portugal entre 1503 e 1526 e simboliza o poder da coroa portuguesa, utilizado para demarcar suas terras. Todo em pedra de cantaria, de um lado está esculpida a cruz da Ordem de Avis e, do outro, o brasão de armas de Portugal.

Igreja Matriz Nossa Senhora da Pena: Na mesma área, está a Igreja Matriz Nossa Senhora da Pena, construída em 1535 pelo donatário da capitania, Pero do Campo Tourinho.

Aí estão guardadas imagens sacras dos séculos XVI e XVII, entre elas a de São Francisco de Assis - primeira imagem trazida para o Brasil - e a de Nossa Senhora da Pena, padroeira da cidade, festejada a 8 de setembro.

Para se ter uma melhor ideia de como era a capitania no século de Tourinho e da chegada dos jesuítas, pode-se ler alguns trechos das cartas escritas por Manuel da Nóbrega ou por José de Anchieta, padres da Companhia de Jesus, sobre a região.

Câmara Municipal: Mais adiante, o Paço Municipal ou Casa de Câmara e Cadeia, datada do século XVIII, uma das mais belas construções do Brasil colônia. Nesse prédio, funciona o Museu Histórico da Cidade ou Museu do Descobrimento. A igreja da Misericórdia, ou do Senhor dos Passos, de estilo singelo, guarda imagens barrocas, destacando-se a do Senhor dos Passos e a de Cristo crucificado.

Ainda em meio do casario tombado como monumento nacional, se ergue a igreja de são Benedito, ao lado das ruínas da antiga residência e colégio dos jesuítas. A igreja foi construída pelos jesuítas em 1551 e era conhecida como de São Pedro e de Nossa Senhora do Rosário. Do lado oposto, ainda na Cidade Alta, localizam-se a estação rodoviária e o aeroporto.

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